# PlayStation 5 em 2026: Ainda Vale a Pena Comprar?

> Minha opinião depois de mais de um ano com o PlayStation 5, pensando em GTA 6, PlayStation Plus, mídia física e jogos digitais.

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- Published: 2026-07-10
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- Tags: ps5, playstation-5, playstation-plus, gta-6

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A resposta curta é: depende.

Depois de mais de um ano usando um PlayStation 5 Slim, eu continuo gostando bastante do console. Ele me divertiu, me fez jogar coisas que eu estava adiando há anos e virou uma das minhas principais formas de zerar jogos. Mas isso não significa que eu recomendo a compra para todo mundo em 2026.

O PS5 faz sentido em alguns cenários bem específicos. Se você quer jogar GTA 6 no lançamento, se pretende usar bastante a PlayStation Plus e se quer um console direto ao ponto, ele ainda pode ser uma boa compra. Se a ideia é comprar tudo digital, pagar caro em jogos separados e aceitar uma biblioteca cada vez mais presa à conta, eu já acho a resposta bem menos simples.

## Por que eu comprei o PS5

Eu comprei o meu PS5 novo, na Magazine Luiza, pensando principalmente em GTA 6. Eu não queria deixar para comprar perto do lançamento e correr o risco de falta de estoque ou preço mais alto.

Mas teve outro motivo importante: Red Dead Redemption.

Antes de comprar o PS5, eu tinha zerado o primeiro Red Dead Redemption no Nintendo Switch OLED e me apaixonei pelo jogo. Naturalmente, eu queria jogar Red Dead Redemption 2. Na época, eu não queria montar um PC caro nem comprar outro console só por isso. O PS5 apareceu como a escolha mais prática.

Junto com ele, assinei a PlayStation Plus. Eu já sabia que ela liberava online e alguns jogos, mas não imaginava que o catálogo seria tão relevante para a minha experiência.

## A PlayStation Plus mudou o valor do console

A PlayStation Plus foi o que mais mudou minha relação com o PS5. O catálogo tem muito jogo bom: Red Dead Redemption, GTA V, Horizon Zero Dawn, Spider-Man, Spider-Man: Miles Morales, The Last of Us, Until Dawn, Days Gone, Demon's Souls, Detroit: Become Human, Stray, Resident Evil Village, Assassin's Creed e vários outros.

Para quem está em uma fase de querer zerar mais jogos, isso pesa bastante. Em vez de comprar um AAA por vez, eu consigo explorar uma biblioteca grande e ir testando o que faz sentido para o meu momento.

Foi assim que zerei jogos que estavam há muito tempo na minha lista, como GTA V e Until Dawn. Também comecei The Last of Us Part I e sigo para a DLC Left Behind. Para mim, esse é o cenário em que o PS5 mais brilha: quando ele vira uma porta de entrada para um catálogo grande, não apenas uma máquina para comprar jogo caro.

## O efeito Battlefield

No meio disso, teve uma surpresa: Battlefield 6.

Eu nunca fui muito de Battlefield. Sempre fui mais próximo de Call of Duty. Mas testei o beta, gostei bastante e acabei comprando na pré-venda. Não era necessário, mas foi um daqueles casos em que o jogo encaixou no momento.

Joguei muito depois do lançamento e ainda volto de vez em quando com amigos. Foi por causa dele que comprei um headset SteelSeries dos Estados Unidos, com microfone retrátil, conexão sem fio, USB-C e a possibilidade de conectar em mais de um dispositivo.

Esse tipo de coisa mostra como um console pode puxar um ecossistema inteiro: jogo, headset, segundo controle, dock de carregamento e um setup mais confortável. Quando comecei a jogar bastante, a bateria do controle virou um problema real, então ter outro controle e uma dock fez diferença.

## O que me incomoda

O ponto que mais me incomoda no PlayStation hoje é a estratégia em volta de mídia física e jogos digitais.

Se você compra tudo digital, fica preso ao preço e às regras da plataforma. Não dá para emprestar o jogo como se empresta um cartucho ou disco. Não dá para revender. E, se a Sony reduz o foco em mídia física, essa dependência fica ainda maior.

É por isso que eu tenho comprado mais jogos físicos no Nintendo Switch. Mesmo quando a discussão entra em Game Key Cards, ainda existe a ideia de uma licença que pode circular junto com um item físico. No PlayStation digital, essa flexibilidade praticamente não existe.

A PlayStation Plus também é cara. Eu uso o plano Deluxe e pago mais de R$ 600 por ano. Para mim, ainda faz sentido porque eu realmente jogo muitos títulos do catálogo. Mas se a pessoa não vai usar esse catálogo com frequência, a conta muda rápido.

## Então, vale a pena?

Para mim, valeu a pena.

Eu comprei pensando em GTA 6, joguei Red Dead Redemption 2, descobri mais valor na PlayStation Plus do que esperava, zerei jogos que estavam pendentes e montei um setup que uso de verdade.

Mas a recomendação não é universal.

Se você quer GTA 6 no lançamento e pretende usar bastante a PlayStation Plus, o PS5 ainda faz sentido em 2026. Se você só quer comprar jogos digitais separados, eu olharia com mais calma. Talvez um Xbox Series S usado seja suficiente. Talvez um PC faça mais sentido, principalmente por ser uma máquina que também serve para outras coisas e pode ser atualizada com o tempo.

O PS5 continua sendo um ótimo console. A pergunta é se o jeito como você joga combina com o jeito como a Sony está vendendo jogos hoje.
